Custei um tempão para passar da idéia de fazer um blog à prática. Eu queria escrever pois eventualmente acho que escrevo bem. Daí, também eventualmente, topo com muitos que escrevem bem de verdade e me convenço que eu não escrevo tão bem. Mas daí eu redijo uma petição na faculdade e recebo elogios dos mestres em função da redação... Tenho certeza imediata que nasci pra ser escritor. Ou eventualmente alguém que simpatiza comigo elogia algum texto. Se ainda fosse de me empolgar com as idéias, talvez quisesse nesse momento trancar o curso de direito e fazer jornalismo ou letras. Então me convenci que se eu treinar bastante, pode ser que aprenda (para o caso de eu não ser bom) e para o caso de eu ser bom, pode ser que eu tome vergonha na cara e comece a escrever mais, empolgado por algum eventual elogio, mesmo que seja da esposa ou da mãe (todos sabem que estes são incondicionais, não querem dizer que você seja tão bom quanto elas pensam – ou só dizem).
Bom, nada disso quer dizer que este blog vai evoluir. Talvez ele tenha umas três postagens minhas ao longo dos próximos três anos. Isso pode nem fazer diferença, pois pode ser que ninguém leia... Então, vou considerar este espaço público como uma espécie de descarrego da alma, especialmente em relação ao que me incomoda. E as vítimas das reclamações podem ser várias, desde comerciantes que me atenderam mal a pessoas que eu achei mal educadas. Também posso reclamar de professor que fez prova difícil pra baixar a média da galera. Ou de cliente que fica se fazendo pra fechar contrato. Ou de amigos que furam compromissos sociais e sequer atendem o telefone. Dane-se, vou reclamar.
Mas calma, leia de novo o primeiro parágrafo. É bem provável que eu não reclame de quase nada. Tenho uma preguiça enorme de escrever.
Quanto ao blog, o título era pra ser "O RECLAMÃO", mas desde que tive a idéia até este momento, em que coloco em prática, outros fizeram, "O XAROPÃO" foi o que de mais autêntico restou.