terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

MEUS PRIMEIROS 35 ANOS DE VIDA

Hoje, apesar da constante preguiça, me obrigo a escrever, pois completos os meus primeiros 35 anos de vida. Pode ser uma visão bastante otimista, pensar que vou viver mais 35 anos... Às vezes tenho a impressão de que, enquanto civilização, estamos regredindo. A idade média de vida está aumentando, mas para aqueles que conseguem sobreviver às tempesteries atuais como a violência e os males do século (desde o passado, inclusive) do estresse, da depressão e os eventualmente conseqüentes cânceres de alguma coisa, decorrentes, em muito, destes fenômenos globais.

Mas meu raciocínio nem é sobre isso. Atualmente estou de dieta, o que é um grande ponto ao meu favor. Acredito que combati o estresse em uns 40% e a depressão, por conseqüência disto, está adormecida. Pelo menos é o que quero crer. Claro, levo em consideração que estou de férias da faculdade e o meu trabalho começa efetivamente a contar a partir do final da semana de carnaval (incluindo o enterro dos ossos). Isso tudo quer dizer que provavelmente o meu nível de estresse se eleve em uns controláveis 15%. Tudo isso, somado, quer dizer que pelo menos eu tenho “remado” um pouco em direção à qualidade de vida. Mas ainda tenho muito a trilhar. Eu ainda tomo muito café preto. E com açúcar, que é mais grave. Até arrisco eventualmente o adoçante, mas tenho terrível intolerância sobre o Aspartame. Fora isso, tenho que melhorar meu sono. Mais precisamente a qualidade dele e isso requer mais horas de descanso. Essa é braba, acho que vou deixar pro final da lista de pendências! Ainda fumo demais. Aliás, muito demais mesmo. Os cigarros são um enorme veneno. E eu estou consumindo diariamente, a toda hora, muito. São quase três carteiras por dia! Loucura total, absurdo total. Aliás, neste momento, apenas como ilustração, acabei de voltar da rua, após interromper o texto para fumar um cigarro.

Tenho que me organizar mais também. Já tenho meio caminho andado, pois criei estratégias para armazenar meus documentos digitais, quase tudo via web. Me parece uma solução inteligente. Fora isso, tenho que equilibrar mais, em termos de trabalho, o vendedor, o fidelizador de parceiros, o estrategista e o marketeiro para melhores resultados em menor espaço de tempo. Ah, sem esquecer o estudante. E todos devem correr em paralelo, mas em escala de menor importância do que as esferas da família, que se subdivide em ser melhor pai, melhor marido (outra subdivisão entre amante, parceiro, amigo e eventualmente pai; filho), melhor neto, melhor filho, entre outras categorias. Depois ainda vem a escala social do equilírio... Quero sempre ser bom amigo, bom colega, bom ex-colega, bom parceiro, etecétera. Isso é duro, cansa só de pensar.

Mas conforme eu aprendi com o Sr. Ramizio, que era meu chefe na FRB Multipress, a vida é cíclica. Para ele, este ciclo acontecia de 5 em 5 anos. Apesar de terem ocorrido inúmeras modificações na minha vida nos últimos 5 anos, a maioria para melhor, estou acreditando que o próximo ciclo será melhor. Me parece que as coisas vão amadurecer de forma mais eficaz na minha vida e os resultados serão senão perpétuos, de mais longa vida. Me sinto mais preparado para alguns desafios e me sinto mais maduro, apesar do esforço em permanecer um crianção, como dia a minha amada. Acho que aprendi a aprender, pelo menos um pouco mais e acho que consigo manter um certo equilíbrio sobre as minhas esferas.
Em suma, o fato é que estou feliz hoje. Passado um pouco da meia noite, ganhei um abraço muito gostoso da minha querida esposa. Acordei pela manhã com um lindo cartão em forma de livro, enfeitado com uma fita prateada, com coisas lindas escritas pra mim. Ganhei mais abraços e beijos dela, desta vez, somando forças com meu filhote amado. Eles não sabem, mas esse carinho todo deles, cotidiano, me faz uma pessoa melhor. Não que eu seja “o bonzão”, mas seria muito pior se não evoluísse. E o melhor de evoluir é ver que a gente consegue se arrepender de coisas e perceber que as chances de corrigir as coisas erradas são bem menos possíveis do que eventualmente parecem. Daí, apesar de mais rançoso, a gente fica mais precavido. É o que me parece atualmente. E que venha o próximo ciclo de 5 anos, com mais realizações, experiência e se Deus quiser, trabalho, dinheiro, amor e saúde! Amém.

2 comentários:

Anônimo disse...

tá, já contabilizou o $ de fumar desde teus idos tempos?
te ajeita rapaz! tens um filho para veres crescer

Anônimo disse...

Pois é meu velhinho de meia idade, o tempo passa e temos de nos reformular para melhorar algumas coisas como saúde e assim manter a qualidade de vida. Adorei a menção a mim e ao nosso filhote no teu relato dos primeiros 35 anos de vida. Estamos sempre aqui, conte conosco e parabés pelas atuais mudanças e melhoras que vens introduzindo na tua vida e consequentemente nas nossas.
Te amamos Crianção! Bj